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Santa Casa participa de captação de órgãos que beneficiou pacientes em três estados

Cotidiano

Santa Casa participa de captação de órgãos que beneficiou pacientes em três estados

Doação de órgãos transforma dor em esperança Publicado em 13/10/2025

Na sexta-feira, 10 de outubro, a equipe da Organização de Procura de Órgãos (OPO) da Santa Casa de Campo Grande foi acionada pelo Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian para acompanhar um possível doador de órgãos. O enfermeiro Wanderson Umar Gimenez Francisco se deslocou até a unidade hospitalar para dar início ao protocolo, atuando em conjunto com as equipes da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), do Hospital Universitário e da Central de Transplantes.

O protocolo de morte encefálica foi iniciado na tarde de quinta-feira, 9 de outubro, e concluído na manhã do dia seguinte. Após a confirmação, a entrevista com os familiares foi realizada ainda na sexta-feira, conduzida pelo enfermeiro Wanderson. Com acolhimento e empatia, a equipe da OPO prestou todo o suporte necessário à família, que, mesmo em um momento de profunda dor, autorizou a doação dos órgãos.

A decisão permitiu que um dos rins fosse enviado ao estado do Pará e o outro para São Paulo, beneficiando pacientes que aguardavam por um transplante a quilômetros de distância. O fígado permaneceu em Campo Grande e foi transplantado no Hospital do Pênfigo no dia seguinte. As córneas foram retiradas pelo próprio enfermeiro Wanderson e encaminhadas ao Banco de Olhos da Santa Casa.

Para Wanderson, a atitude da família representa um gesto de amor e solidariedade. Ele destaca a importância de conversar sobre a doação de órgãos ainda em vida, já que, no Brasil, apenas os familiares podem autorizar o procedimento. “Nesse momento difícil, quando a dor da perda é imensa, essa decisão tem o poder de salvar vidas e melhorar a condição de tantas outras pessoas que aguardam por um transplante. A equipe da OPO realiza essa abordagem com muito respeito, acolhimento e sensibilidade, conduzindo toda a entrevista familiar de forma humanizada. No caso desta família, que autorizou a doação de córneas, rins e fígado, o gesto de generosidade transformou a dor em esperança, mostrando que, mesmo diante da perda, é possível gerar vida, recomeço e amor ao próximo”, ressalta.

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