Já fazem sete meses que a mãe Andrea Aparecida Gauna da Mota, 39, está longe de casa, da única filha e dos familiares. Há 210 dias, sua vida mudou e hoje cada gesto é considerado uma vitória. Em todo esse tempo, Andrea não pôde mais acompanhar a filha até a escola, brincar de boneca, pegar no colo e dar carinho. Gestos simples que fazem falta e diferença na vida das pessoas. Tudo mudou quando Andrea sofreu um acidente de carro, ficou tetraplégica e permanece até hoje internada na Santa Casa de Campo Grande. No último sábado (11), Mayka completou 9 anos e a equipe multiprofissional do hospital junto com os super-heróis da Liga do Bem, parentes e amigos fizeram uma linda festa surpresa para que mãe e filha pudessem passar essa data juntas após tanto tempo afastadas pelo destino.
A enfermeira chefe, Rosilene dos Santos Medeiros, explica que todo trabalho é pensado na melhora do paciente. “Ela (Andrea) ainda não tem previsão de alta. Ficou em coma após o acidente. Quando saiu do coma teve depressão e só chorava porque queria ficar perto da filha. Sentia falta de casa. Hoje, ela teve uma melhora no quadro e pensamos na festa para que as duas passassem essa data juntas e também para ajudar na recuperação da paciente. É todo um trabalho de incentivo”.
Rosilene explicou ainda que para a mãe poder descer na festa foi necessário que toda a equipe multiprofissional da Santa Casa que a acompanha também estivesse junto. Fisioterapeuta, serviço social, fonoaudiólogo, psicólogo e enfermeiros acompanharam de perto e participaram da festa.
Os integrantes da Liga do Bem, grupo de voluntários que leva amor, carinho e atenção a abrigos, asilos, comunidades carentes e hospitais, foram peça chave na melhora do estado de saúde da Andrea e também para que a festa de aniversário de Mayka saísse do papel. O grupo acompanha a história da mãe e filha desde 2015 quando a paciente chegou na Santa Casa. A “Batgirl” diz que o trabalho dos voluntários “é formiguinha”. Cada um faz uma coisa.
“Um faz o docinho, o outro o salgado, o outro os balões. Tivemos parceria com uma loja de decoração e também de brinquedos que doou os presentes para Mayka. Ficamos muito comovidos com as duas. Com a situação de uma mãe longe da filha. Levamos a Mayka para passear e fizemos um vídeo dela indo ao cinema e mostramos para Andrea para dizer que sua filha está bem cuidada aqui fora. Tudo que fazemos é para que uma se sentisse perto da outra mesmo que longe”.
Após o trabalho da Liga do Bem junto com a equipe multiprofissional da Santa Casa, Rosilene disse que Andrea começou a melhorar e ter mais incentivo e força no tratamento. “Hoje ela já não depende mais do aparelho respiratório e consegue comer sozinha com as próprias mãos. Precisa terminar o ciclo de antibióticos para podermos avaliar se ela poderá ir para casa e fiar perto da filha”.
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