Muitas crianças internadas nas Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica (UTI) da Santa Casa de Campo Grande passam dias ou até semanas sem sair do interior do prédio por conta do tratamento que realizam. Os hospitais, geralmente, são vistos como lugares estressantes pela rotina dos pacientes e os passeios terapêuticos, realizados e acompanhados pela equipe multidisciplinar, promovem resultados positivos para o corpo e mente, principalmente para os pequeninos.
Internado na Santa Casa desde o dia 4 de outubro, o jovem Enzo da Silva, de 4 anos, é um exemplo de que a humanização em ambientes hospitalares físicos e externos, como os jardins, podem influenciar no processo terapêutico e contribuir para o bem-estar e a recuperação do paciente, assim como no sucesso dos serviços prestados pelos profissionais da equipe multiprofissional envolvidos no tratamento.
“O Enzo não tem diagnóstico fechado no momento, passou por uma cirurgia em que foi retirada uma parte do intestino grosso e, por isso, está sem previsão de alta”, explica a mãe do menino, Joyce da Silva. “Ele sente falta de comer, ele sente falta da casa, sente falta dos pais, então, é muito importante a equipe tirar ele para fora, para ver o sol, a chuva e ver pessoas porque eu acho que ficar só dentro do CTI atrasa ainda mais o processo de recuperação, no caso dele”, complementa.
Por causa da internação, ocorre uma ruptura com o ambiente familiar e suas rotinas. A criança se depara com situações desconhecidas, em um espaço físico muitas vezes limitado à cama de um leito. Inclusive, os procedimentos mais simples, como injeções e curativos, acabam se tornando ameaçadores para os pequenos pela situação. Brincar, pular e correr, como qualquer criança na idade do Enzo faz em casa ou na escola, fica inviável dentro do ambiente hospitalar, principalmente pela condição de saúde e de recuperação.
“Nesse pós-cirúrgico é muito comum o paciente ficar parado, sem movimentação, então, para combater as consequências que a falta de mobilidade traz, a fisioterapia atua fazendo com que ele ande ou sente numa poltrona, por exemplo. Coisa que para nós é muito tranquilo e fácil, mas para quem está internado em recuperação pós-operatória é mais dificultoso”, explica o fisioterapeuta da Santa Casa, Patrick Sales.
Com a intenção de diminuir as complicações da hospitalização na UTI Pediátrica, a equipe multiprofissional e a Comissão de Humanização têm trabalhado atividades, geralmente lúdicas, com as crianças. Alguns dos procedimentos, como o banho de sol e o passeio terapêutico, são frequentes e proporcionam momentos de atividades construtivas aos pequenos e tornam a permanência no hospital mais agradável, tanto para os pacientes, quanto para os acompanhantes.
“Ontem, cheguei no hospital e peguei a equipe em um momento muito bonito com meu filho, um carinho muito gostoso de se ver. Espero que todas as vezes seja assim, porque é importante para mãe que se sente segura e muito importante para o paciente que recebe, que se sente amado e acolhido”, finaliza Joyce da Silva.
Por ASCOM Santa Casa de Campo Grande – 20/10/2022
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