O presidente da Santa Casa de Campo Grande, Heitor Rodrigues Freire, palestrou na tarde de hoje, dia 21, numa abordagem sobre a história centenária do hospital, durante o VII Encontro de Pesquisadores e IV Colóquio Museologia em Pauta que reuniu representantes das Santas Casas do Brasil e de Portugal. Devido à pandemia da COVID-19, esta edição do evento, promovido pelo Centro Histórico e Cultural de Porto Alegre, é realizada on-line pelo Youtube até o próximo dia 28, com diversas Santas Casas.
Durante meia hora, o presidente destacou o contexto histórico da Associação Beneficente de Campo Grande, começando pela segunda década do século XX, numa época em que a cidade, hoje capital do Estado de Mato Grosso Sul, reunia somente cinco mil habitantes na área urbana e a estrada de ferro havia acabado de chegar. Heitor Freire destacou os idealizadores do projeto de construção do hospital, a mobilização para os primeiros donativos, a importância do trabalho das irmãs salesianas para o desenvolvimento da instituição, as personalidades que contribuíram para que a Santa Casa de Campo Grande se tornasse um dos maiores hospitais filantrópicos do país, a evolução das construções e a modernização, principalmente nos últimos anos.
Também aproveitou para comentar sobre os atendimentos na alta complexidade, os investimentos em tecnologia, além de mostrar a riqueza do material reunido no Centro Histórico e Cultural, e os trabalhos realizados por meio da Escola de Saúde. Após explanar sobre os 103 anos da Santa Casa, o presidente comentou que é paraguaio de nascimento e disse que chegou em Campo Grande com sete anos e, ao falar da cultura regional, apresentou o tereré.
“Queria encerrar mostrando para vocês uma bebida de erva mate, mas diferente do mate que se toma no Rio Grande do Sul, aqui é gelado. Saúdo a todos com a bebida e termino dizendo que assumi a presidência da Santa Casa, aos 80 anos de idade, mas com a certeza de que estamos cumprindo uma missão divina e vamos dar continuidade ao nosso trabalho”.
Além do presidente da Santa Casa, também participaram da programação Osvaldina Cezar Soares, falando sobre “O museu da Santa Casa da Bahia" e seu acervo e o pesquisador português, Antônio Magalhães, que abordou a temática “Preservando a memória numa Misericórdia quinhentista: espólio documental da Misericórdia de Viana de Castelo, Portugal”.
Em seguida, a professora e mediadora Vera Barroso, destacou o trabalho da Santa Casa e a participação do público local na live. “Nesta fala pude acompanhar a rica história que tem a Santa Casa de Campo Grande e o quanto as pessoas são engajadas pelo projeto, principalmente na participação dos comentários. Foi uma fala com amor, de quem conhece e vive o hospital”, destacou. “Através desta apresentação, os nossos internautas puderam conhecer e saber sobre a importância da Santa Casa no desenvolvimento histórico de Campo Grande”, finalizou.
Por ASCOM Santa Casa de Campo Grande – 21/20/2020
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