Desde 2015, a Santa Casa de Campo Grande é referência na realização de transplantes. Após um período de suspensão, os procedimentos de rim foram retomados em 2026, reacendendo a esperança de pacientes que dependem da hemodiálise. A retomada marca um divisor de águas para os 222 nomes que aguardam na fila de espera em Mato Grosso do Sul, trazendo de volta a perspectiva de uma vida com mais autonomia e qualidade.
O primeiro transplante foi realizado em 08 de janeiro de 2026, em uma paciente de 66 anos que estava em diálise desde julho de 2024. Após 28 dias de internação, ela recebeu alta com o rim transplantado e em ótimo funcionamento. O segundo procedimento ocorreu em 25 de fevereiro de 2026, beneficiando um homem de 51 anos que já havia recebido um rim da mãe em 1995, mas o órgão entrou em falência em 2022. Desde abril de 2021 estava em diálise e entrou na fila em dezembro de 2023. Atualmente, segue internado em recuperação com excelente evolução.
O terceiro transplante do ano está programado para hoje, 27 de fevereiro, em um paciente de 52 anos, que fazia diálise desde março de 2019 e entrou na lista de espera em setembro de 2024.
A enfermeira responsável técnica pelo transplante renal da Santa Casa, Karen Leguiça Ferreira, destaca a relevância da doação de órgãos e o impacto positivo do trabalho realizado pela instituição. Segundo ela, cada transplante representa não apenas um procedimento médico, mas uma nova chance de vida.
“Atualmente, nós temos 222 pacientes no estado do Mato Grosso do Sul aguardando rim. São pessoas que estão em diálise e dependem dessa modalidade de tratamento para sobreviver. Com a realização do transplante, nós conseguimos devolver esse paciente para o mercado de trabalho, voltam-se as funções normais do dia a dia, viagens, estudo. Então é muito importante a doação de órgãos. Se alguém quiser ser um doador, é necessário avisar sua família, para que eles tenham ciência do desejo, possibilitando devolver qualidade de vida ao receptor”, afirma.
A retomada dos transplantes renais pela Santa Casa de Campo Grande em 2026 reforça o papel da instituição como referência em alta complexidade e esperança para pacientes que aguardam na fila. Cada procedimento realizado simboliza não apenas avanço médico, mas também vidas transformadas, devolvendo saúde e dignidade a quem convive há anos com a rotina da diálise.
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