Cotidiano

2º transplante com doador vivo do ano é realizado entre irmãs

13/09/2018

No último dia quatro deste mês a equipe de urologia da Santa Casa de Campo Grande realizou o 10° transplante renal do ano, sendo este, o 2º com doador vivo. Marisangela Lima Rosa Oliveira, 33, descobriu a doença em 2017 e viu sua vida parar após o diagnóstico. Quase um ano após a descoberta da insuficiência renal, a irmã mais velha, Denizangela Lima Rosa, 35, pôde ser doadora.

 

Acostumada com a rotina corrida entre os atendimentos dos clientes e sua vida particular, Marisangela passou por dias difíceis sendo que sua maior luta estava em encontrar o diagnóstico preciso para que pudesse se tratar. “Eu passei por vários médicos e muitas vezes em unidades de ponto atendimento, mas sempre tratando outros sintomas de doenças o que me prejudicou muito. Somente em um dos plantonistas que eu passei desconfiou da minha pressão e me encaminhou para um cardiologista”, lembra a cabelereira.

 

Em busca de respostas a família buscou o cardiologista, conforme orientação. Ao ver os exames da paciente, o médico fez a primeira constatação da doença por meio de alterações nos exames de ureia e creatinina encaminhando-a para um médico nefrologista já no início de 2017. Com a confirmação da doença crônica renal que comprometeu os dois rins, ela iniciou as sessões de hemodiálise e a busca pelo transplante. 

 

Denizangela conta que já no primeiro exame os resultados deram compatíveis, mas estavam sendo acompanhados de altos e baixos. “Estava tudo certo e com 100% de compatibilidade, mas aí na contraprova os exames deram alterados e isso fez com minha irmã pensasse que não daria. Mas, eu nunca desisti, passou-se algum tempo e nós refizemos todos os exames”. Nesta época as irmãs estavam buscando em São Paulo resolver a situação.  

 

Sem sucesso na primeira busca a paciente retornou à Campo Grande e foi encaminhada para a Santa Casa onde os exames foram refeitos e confirmada a possibilidade do transplante. “Não eram muitas as alterações que haviam e nada me impediram de ajudar. Sempre dizia para não desistirmos. Eu precisava ser otimista ainda mais por estar vendo e dividindo a dor da doença crônica renal dela. E agora está sendo uma grande realização para mim poder compartilhar com ela essa nova vida”, conclui.

 

Durante este processo as irmãs contam que tiveram vários apoiadores, inclusive, dos familiares e amigos que se solidarizaram com a situação e organizaram diversos eventos para que que pudessem contribuir com as despesas do tratamento e que tem refletido nessa nova etapa. Hoje a cabalereira brinda a nova vida e também incentiva a doação de órgãos como uma atitude que pode ajudar muitas pessoas que aguardam na fila por algúm órgão.

 

A equipe médica responsável pelo transplante foram os urologistas, Dr. Guilherme Salati Stangarlin e Dr. Celso Prudencio, o residente em urologia Celso Tschá, além da médica nefrologista responsável pela paciente, Dra. Rafaella Campanholo Grandinete e toda equipe multiprofissional do centro cirúrgico.