Nossa História

Nossa História

 

A criação da Santa Casa de misericórdia de Campo Grande foi concebida nos idos de 1917, quando Campo Grande tinha apenas 8.000 habitantes, aproximadamente, e desfrutava de considerável pujança com fatores como a chegada da estrada de ferro, em 1914, entre outros. Vendo a cidade crescer vertiginosamente, e preocupados com a inexistência de um hospital para atender as necessidades da população, uma comissão encabeça uma lista de doadores com a finalidade de se angariar fundos para criar a Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande. Este fato ocorreu no mês de agosto de 1917 e a comissão foi composta por Eduardo Santos Pereira, Augusto Silva, Otaviano de Mello, Bernardo Franco Baís, Benjamin Corrêa da Costa, Enoch Vieira de Almeida e o Capitão médico Eusébio Teixeira. Na ocasião, não havia em Campo Grande nenhuma instituição hospitalar.

 

A lista de doadores era encabeçada pelos seguintes dizeres:

“Lista destinada à inscripção das pessoas que contribuiem, dando uma esmola, para a criação da Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande, refúgio, em breve tempo, dos doentes pobres e desvalidos”.

Abaixo segue uma lista com 178 assinaturas e os valores doados por cada um, variando entre 5$000 (cinco mil réis) e 500$000 (quinhentos mil réis), totalizando 27.080$000 (vinte e sete contos e oitenta mil réis).

 

Em 16 de julho de 1918 Campo Grande fora elevada à categoria de cidade e cerca de um ano após, em junho de 1919, reúne-se um numeroso grupo de inspirados líderes e constituem a então “Sociedade Beneficente de Campo Grande” com seu primeiro estatuto aprovado e Dr. Eusébio Teixeira presidindo com Bernardo Franco Baís de vice-presidente. Com a aprovação do estatuto em 3 de Junho de 1919, instituiu-se então a Sociedade Beneficente de Campo Grande, entidade que passou a ser a mantenedora do Hospital Santa Casa, dando continuidade ao trabalho de arrecadação de verbas junto à população, que havia sido iniciado em 1917 pelos precursores da ideia.

 

Conforme registro, a Intendência Municipal havia destinado a área da atual praça Belmar Fidalgo para a construção do hospital, o que não teria sido aprovado pela diretoria por conta da proximidade de uma Unidade de Artilharia, cujos disparos de arma de fogo poderiam “sobressaltar” os enfermos. Com a transferência de Eusébio Teixeira, que era militar, assume Bernardo Franco Baís, permanecendo na presidência até 1925. Em 20 de janeiro de 1920, Bernardo Franco Baís compra por dez contos de réis a área onde hoje se encontra o complexo hospitalar Santa Casa.

 

Em 1924, ainda em sua gestão, inicia-se a construção do primeiro prédio com 40 leitos, uma sala de cirurgia e demais dependências, e com projeto do renomado arquiteto, e membro da administração da SBCG, Camilo Boni. A obra demorou quatro anos para ser concluída e, a partir de 1º de abril de 1925, passou a ser gerida pelo terceiro presidente a entidade, Eduardo Santos Pereira, que a liderou até 31 de março de 1932.Começava a funcionar em dezembro de 1928 o embrião da Santa Casa de Campo Grande, portanto, sendo o segundo hospital da Capital e primeiro destinado ao atendimento de civis, tendo em vista que um hospital do exército fora criado no período. Além das pessoas já citadas, são dignas de destaque pelo altruísmo e dedicação na realização deste sonho os senhores Rogério Casal Caminha, João Clímaco Vidal, Vítor M. Pace, Ignácio Gomes, Dr. Arlindo de Andrade Gomes, Leonel Velasco, Arnaldo Serra, João Evangelista Vieira de Almeida, Engenheiro Oliveira Mello, Antônio Bacha, Francisco Calarge, Antônio Norberto de Almeida e Abrão Júlio Rahe e, dentre outros, o carroceiro José Mustafá, o Zé Bonito. Com carrocinha de duas rodas e parelha de burros, Zé Bonito transportou durante quatro anos, gratuitamente, todo o material necessário para a obra. De poucos recursos, José residia em uma pequena chácara em terreno encharcado, próxima à antiga rodoviária da Capital, no Bairro Amambai. Exemplo de desprendimento e solidariedade humana, Zé Bonito morreu pobre no hospital que havia ajudado bravamente a construir.

 

Em franco crescimento, Campo Grande produz riquezas e centraliza fazendeiros da região e imigrantes de fora e de diversas partes do País, enriquecendo junto com a cidade os empresários e produtores rurais que aqui multiplicavam seus recursos. Com doação de Laucídio Coelho, Naim Dibo e Elisbério Barbosa, são construídos novos pavilhões para abrigar os serviços de Maternidade, pediatria e isolamento. Após cumprida a missão de Santos Pereira, Dr. Eduardo Olimpo Machado assume a presidência da entidade em 1º de abril de 1932, e nela fica até o término do mesmo ano. Em sua sucessão, Juvenal Alves Corrêa exerce a presidência entre 1º de janeiro de 1933 e 31 de dezembro de 1946. Aikel Mansour é eleito presidente em 1º de janeiro de 1947 e exerce o cargo até 31 de dezembro de 1961, período em que edifica o primeiro pavilhão de dois pisos com vários quartos e centro-cirúrgico de quatro salas, além do amplo ambulatório de frente para a Avenida Mato Grosso. Aikel Mansour é sucedido por outro comerciante importante da Capital, José Nasser, que exerceu a presidência até dezembro de 1972. Em seu mandato foi criado o Centro de Ortopedia e edificado mais um pavilhão de dois pisos.

 

Nos anos de 1972 e 1973 a Santa Casa passa por séria crise financeira e se depara com a deterioração de suas edificações, sem laboratório de análises clínicas, com o banco de sangue em uma velha geladeira, radiologia com dois velhos aparelhos de raios-x, acanhada cozinha e lavanderia com vastas rachaduras. No pavilhão pioneiro, de forro apodrecido e condições precárias, um centro de hidratação infantil para indigentes (não segurados) e assegurados do INPS e Funrural, onde se registrava alarmante índice de óbitos.

 

O quadro dramático se estendia por fatores e aspectos diversos, como a aterradora vista de uma caixa d’água de 50 mil litros que se inclinava sobre um dos pavilhões irradiando preocupação e, ao fundo, uma extensa área de capinzal alto, emoldurando a pintura caótica. Na comunicação social, as manchetes de jornais clamavam pela paciência dos credores do hospital, cuja dívida era considerada impagável.  

 

Este era o panorama da instituição nos primeiros dias de 1974. Com seus 360 leitos frutificados dos sonhos, da abnegação, do esforço, do talento, e do sacrifício de tantos e que, à beira de um abismo, decide transformar a queda em arremetida pela ação corajosa da maioria de seus diretores e, destacadamente, das Irmãs Salesianas, retomando a trilha gloriosa pela qual os patriarcas do passado se guiavam pelo compromisso de servir os supremos interesses de nossa gente.

 

A história da Santa Casa é, também, a história da participação das Irmãs da Congregação de Nossa Senhora Auxiliadora, dos seus anônimos funcionários e colaboradores, e de seu corpo clínico. Reverenciamos aqui nas pessoas de alguns, aqueles que, até o final da década de 60 foram os devotados médicos da Santa Casa de Campo Grande: Vespasiano Martins, César Galvão, Costa Manso, Fernando Corrêa da Costa, Nicolau Fragelli, Arthur de Vasconcelos Dias, Peri Alves Campos, Arthur Jorge, Alberto Neder, Walfrido de Arruda, Amando de Oliveira Filho, Alfredo Neder, Ito Mariano, João Rosa Pires, Alcindo de Figueiredo, Marcílio de Oliveira Lima, Manoel Guimarães, Cícero de Castro Farias, Ademar Barbosa, Rubem Teixeira, Criolano Ferraz Baís, Hélio Mandeta, João Basmage, Elias Nasser Neto, Willian Maksoud, Tsuneo Shinzato, João Naidor da Silva, Kalil Rahe, Fernando Vasconcelos, Salvador Miranda Sá Júnior, Nélson e Roger Buainaim, Dioscoro Gomes, Claudio Fragelli, Radi Jafar, German Mejia Rios, Kleber Vargas, Joel Daróz, Hugo Pereira do Valle, Fernando Fernandes, Astrogildo Carmona, Edgar Sperb, Guaraci Vieira de Almeida, Vitor Rabelo Gonçalves, Benjamin Asato, Hadib Fahed, Juvenal Alves Corrêa Neto, Fauze Adri, Geni Nacao, Yassuko Ueda Purisco, Samuel Chaia, Roberto Yamaciro, Silvio Torrencilha, Delmiro Pedrosa Monteiro e Isidoro Dias Lopes de Oliveira.

 

Discordando dos rumos dados pela diretoria presidida pelo Dr. Sebastião Eloy Pereira no biênio anterior, uma chapa é montada por diretores e associados liderados por Dr. Coriolano Ferraz Baís, Hélio Baís Martins, Nerone Maiolino, Alfredo Saad e Jorge Rahe, dentre outros e fortemente estimulados pela Irmã Diretora, Maria José Machado, em oposição à continuidade. A chapa elege o Dr. Arthur D’Avila Filho para o mandado que se estende entre os fevereiros de

 1974 e 1976.

 

A nova diretoria começa logo realinhar a trajetória da instituição. A infindável devoção de Dr. Arthur pelo trabalho e pela honestidade parece contaminar os servidores da instituição, que percebem na obstinação do novo líder um porvir de dignidade. Apoiado pelos advogados Heitor Medeiros e Wilson Barbosa Martins, ambos voluntários, Dr. Arthur se livra de amarras herdadas da diretoria anterior e a, então SBCG, retoma sua trajetória. Com diretoria e servidores entusiasmados pelo velho ideal de servir da instituição, já no ano de 1974 a situação financeira se contornava e logo foi montado um laboratório de análises clínicas, que faltava no atendimento ao hospital, também um CTI com seis leitos e um serviço de diálise com quatro máquinas, tanto o CTI quanto a diálise foram pioneiros no centro-oeste do Brasil.

 

Em 1975 grandes reformas e ampliações ocorreram. Os pavilhões da maternidade e da hidratação infantil foram reformados, foi demolida a caixa d’água “ameaçadora”, construído um poço artesiano de alta capacidade, além da ampliação do centro cirúrgico de quatro para oito salas com reforma geral. Chegado fevereiro de 1976 e Dr. Arthur D’Avila se preparava para deixar a presidência quando foi surpreendido por uma homenagem partida de 200 funcionários que estavam em serviço. Três discursos emocionantes e uma placa de prata acompanharam a aclamação de sua permanência à frente do hospital. Comovido e convencido, Dr. D’Avila é reconduzido ao cargo de presidente da então Sociedade Beneficente de Campo Grande.

 

A alta demanda do período faz com que se pense, novamente, em ampliação. Uma corrente interna votava por outro pavilhão de dois pisos com mais 120 leitos, todavia a grande visão de futuro do presidente resistia ao projeto. Sua ideia apontava para a construção de um grande bloco de cerca de 700 leitos e, após reunião extraordinária da mesa administrativa, fora referendada pelos demais. Imediatamente, Dr. D’Avila encomenda no escritório de arquitetura de Celso Costa, Eudes Costa, Miguel Pozo e Eduardo Fachini o projeto arquitetônico de 750 leitos com alas de enfermarias de três leitos e de apartamentos, além de radiologia, laboratórios, bancos de sangue e demais serviços. Foi feito o maior financiamento até então concedido pelo Fundo de Apoio Social é concedido via Caixa Econômica Federal no valor de 147 milhões de cruzeiros. Após 18 meses o contrato foi assinado em seis de julho de 1977. O contrato deveria ser pago em 15 anos, findáveis em 1992, todavia fora liquidado em seis de julho de 1990, na gestão de Renato Alves Ribeiro.

 

Descrito como uma “Catedral do Humanismo” fora o grandioso prédio de 33 mil metros quadrados erguido pela construtora local Construmat Ltda, cujo diretor, Pedro Pelufo de Arruda, era figura constante no canteiro de obras em meio aos dois mil homens que ali atuavam no pique da obra que fora entregue em dois anos. Para Dr. D’Avila, uma demonstração clara da capacidade profissional de nossa gente.

 

Em 31 de julho de 1980, com a grandiosa obra em fase de acabamento, Dr. Arthur D’Avila recebe a visita ilustre de Albert Sabin que, de passagem pela região, quis conhecer o hospital. Único vivo dos 12 benfeitores da humanidade retratados em quadros que pairavam no holl de entrada do hospital, Sabin estreia o livro de ouro do hospital, redigindo uma “longa e rica mensagem”, nas palavras do próprio Dr. D’Avila. Durante a visita a esposa de Albert Sabin, a brasileira Heloisa Dunshee Abranches, se dirige ao anfitrião: “Dr. D’Avila, Albert está dizendo que seu hospital é mais bonito que os do Rio de Janeiro”, e ele responde, “Dona Heloisa, agradeça ao professor o elogio, e que ele leve a certeza de que não contaremos nada aos cariocas”, o que se seguiu de largas gargalhadas de todos. Ao visualizar a imponência externa da obra, passando pela Rua 13 de Maio, o pesquisador refaz o comentário, traduzido pela esposa: “Dr. D’Avila, Albert está me dizendo agora que seu hospital é, de fato, o mais bonito dentre todos que ele conheceu no Brasil”. Possivelmente pelo serviço de imprensa do governo, este comentário vazou e foi publicado pelos jornais da época.

 

Após visitação com convites a todos os órgãos oficiais, entidades representativas da sociedade e público em geral, no dia sete de outubro de 1980 fora realizada a ocupação das novas instalações. Após missa celebrada pelo Arcebispo Don Antonio Barbosa, iniciou-se a transferência dos cerca de 400 pacientes, que vinham dos pavilhões antigos de maca, cadeiras de rodas ou caminhando, conforme as limitações de cada um. Sem festa, inauguração ou placa, estava funcionando a Santa Casa de Campo Grande, então quarta maior do país. Inauguração com placa ocorreria em 12 de fevereiro de 1981 por iniciativa do então governador, Pedro Pedrossian, e com a honrosa visita do então presidente do País, João Batista Figueiredo. Duas semanas após a visita, o Governo do Estado comunica o hospital de que repassaria 100 milhões de cruzeiros para equipamento das salas cirúrgicas não ocupadas, além de completar o andar de terapia intensiva e outros setores.

 

Após quatro mandatos, Dr. Arthur D’Avila Filho transmite a presidência da então SBCG em fevereiro de 1982 ao engenheiro Euclides de Oliveira que a retransmite no mesmo mês em 1984 ao Dr. Juvêncio Cesar da Fonseca. Em 1986 assume o Dr. Renato Alves Ribeiro que, após dois mandatos é sucedido em fevereiro de 1990 pelo Dr. Félix Balaniuc que, por conta da conjuntura econômica enfrentou situação caótica, chegando a endividamento superior a três bilhões de cruzeiros. Ao fim Balaniuc, acompanhado de seus diretores, visita Dr. D’Avila e impõe-lhe que retome a presidência. Iniciado o mandato para o biênio 1992/1994, doutor Arthur aguarda resultados de uma renomada consultoria contratada previamente e, sem sucesso ao final de cinco meses, revoga o contrato e parte em busca de socorro para o caos. Negado o pedido de ajuda de 500 milhões de cruzeiros feito ao município, Dr. D’Avila recorre ao Governo Estadual onde também tem rejeitado seu pedido de 1,5 bilhão. Em clima de desespero, o presidente e alguns diretores partem para Brasília onde o Ministro da Saúde, Adib Jatene, também se manifesta impossibilitado.

 

De volta encontram o hospital lotado e a farmácia e dispensa vazias, além de fornecedores em pesadas cobranças e negativas de fornecimento. Dia tenso e sem soluções, define-se, em reunião noturna, pela evacuação do hospital com alta geral, exceto casos graves e de UTI. Um clima arrasador se apossava da sala de reuniões após a decisão quando, por volta das 22h, a gerente administrativa Nobuco Higuchi atende a um telefonema. O governador Pedrossian comunicava que às 10h da manhã seguinte iria ao hospital entregar um cheque de três bilhões de cruzeiros. A reversão do moral manteve os presentes até a madrugada conclamando associados a virem receber o governador. Explicou-se depois que um intenso empenho do governador e do então senador Levy Dias motivou a liberação de quantia vultuosa de um Banco estatal ao Estado, o que possibilitou o fato.

 

Por 14 anos a então SBCG – Santa Casa fora presidida pelo grande líder Dr. Arthur D’Avila Filho nos mandatos de 1974 a 1982, 1992 a 1994, 1996 a 1998, no ano de 2000 e, finalmente, no de 2004 até 15 de janeiro de 2005. Nestes períodos, além da construção do novo hospital, foram registrados grandes avanços na prestação de serviços à comunidade. Além destes avanços também fora criado o Prontomed – um pronto socorro para pacientes particulares e de convênios, a instalação da hemodinâmica (cateterismo e angioplastia), tomografia e ressonância magnética, serviço de oncologia, unidade coronariana e CTI de 13 leitos exclusivos para cirurgias cardíacas.

 

Nos anos de 1994 a 1996, assumiu a presidência o senhor Walter Rodrigues. Em 1998 assume o Coronel Clóvis Rodrigues Barbosa, ficando até o início do ano 2000. Após novo mandato de Dr. Arthur D’ávila, assume Sinval Martins de Araújo no ano de 2002, ficando até janeiro de 2004, quando volta a assumir o Dr. D’ávila. Entre os anos de 2005 a 2013, uma junta interventora encabeçada pela Administração Municipal assume o hospital e exila a então Associação Beneficente de Campo Grande de seu espaço e de suas funções. A intervenção constituiu-se em uma agressiva apropriação, não apenas das instalações do Hospital, mas também de outros patrimônios da Instituição.

 

Até a personalidade jurídica da então ABCG fora sequestrada em nome do bem comum e a junta interventora passa a agir como se fosse uma diretoria legitimamente eleita da Associação que construíra a Santa Casa. Foram oito anos de perdas e dor para uma instituição construída sobre valores como o altruísmo e a solidariedade que passava a atender intentos político-eleitorais circunstanciais.

 

Os serviços foram diminuídos no período, chegando perto da metade do que se fazia e os custos de manutenção e pessoal aumentaram exponencialmente. Exilada a então ABCG lutava pela recondução àquele que era de fato o seu lugar, na gestão do Hospital. Foram longos oito anos de batalhas judiciais até que, em março de 2013, as instâncias superiores arbitram pela devolução da Santa Casa à ABCG, reestabelecendo a justiça.

 

No retorno era presidente da ABCG o arquiteto Wilson Levi Teslenco, que a conduziu até o final de 2015 quando o advogado e promotor de justiça aposentado, Esacheu Cipriano Nascimento, assume a presidência. A retomada do progresso da instituição, que vinha do precursor, foi acentuada por Nascimento que, nos últimos quase três anos, recupera e moderniza a infraestrutura do Hospital e investe no aperfeiçoamento dos profissionais da assistência.

 

Já foram dezenas de obras imponentes que estão devolvendo aos pacientes as dignas condições que merecem em seus tratamentos. Como se pode ver na apresentação da infraestrutura neste site, centro cirúrgico, laboratório e inúmeras áreas passaram a ser ambientes novos, modernos e confortáveis para quem deles necessita, além de nova aparência externa com a pintura do prédio renovada e áreas de acesso e jardinagem recompostas.

 

Hoje, a Santa Casa de Campo Grande é um dos maiores e mais bem equipados hospitais do País, funcionando todos os dias em todos os períodos. Possui mais de 3.000 funcionários, sendo também a quarta maior Santa Casa do Brasil. Uma instituição filantrópica que, em sua trajetória de quase um século de fundação, presta meritórios serviços de saúde aos cidadãos sul-mato-grossenses e até a pessoas oriundas de países fronteiriços como Paraguai e Bolívia.